ONU reconhece esforço do Governo para reduzir a desigualdade digital no Brasil


Relatório da ONU reconhece esforços do Brasil para mitigar a desigualdade digital

O relatório “Pesquisa de Governo Eletrônico 2014 – E-Governo para o futuro que queremos” destaca os esforços feitos pela sociedade e o governo brasileiro para diminuir a desigualdade digital existente e prover um acesso universal à internet para todas as pessoas. Publicado a cada dois anos, o documento avalia os esforços feitos pelos governos para introduzir sistemas eletrônicos na gestão do país, prestação de serviços online, participação via meios eletrônicos, uso de mídias sociais e acesso a dados do governo, entre outros temas.

Onu reconhece esforço do Brasil

Direto do Site das Nações Unidas

O Brasil aparece na posição número 57 do ranking de governo eletrônico, e na 24o em participação nos meios eletrônicos. No entanto, o país recebe um destaque especial por suas iniciativas para diminuir a brecha digital entre as diferentes classes econômicas.

Como exemplo positivo, o documento, lançado nesta quarta-feira (25), destaca o projeto desenvolvido em Santa Maria, Rio Grande do Sul, através da criação de um Centro de Inclusão Social. Esse projeto capacita jovens para que entendam, usem e criem produtos relacionados à tecnologia da informação, incluindo a reciclagem de computadores antigos para revenda, robótica e até tecnologia assistiva.

O relatório também sublinha a preocupação do país em fornecer serviços mais específicos para grupos vulneráveis ou em desvantagem, como oferecer métodos alternativos de preenchimento de formulários online, possibilitando o download e a impressão em papel, algo útil principalmente para as pessoas mais velhas.

A pesquisa mostra que todos os Países-membros das Nações Unidas já se encontram on-line, e cada vez mais os governos estão ampliando sua participação na área eletrônica, usando ferramentas para celulares e mídia social para incentivar um diálogo com os seus cidadãos. O uso de redes sociais pelos governos aumentou 50% entre 2012 e 2014, com 118 países utilizando alguma forma de mídia social, incluindo o Twitter.

“O governo eletrônico tem um enorme potencial para melhorar a prestação de serviços públicos ao cidadão pelo governo e aumentar a participação das partes interessadas no serviço público.”, disse Wu Hongbo, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais.

A Coreia do Sul alcançou o primeiro lugar no ranking, devido à sua contínua liderança e foco em inovação. Em seguida ficaram Austrália e Cingapura, que recentemente estabeleceram uma robusta infraestrutura de telecomunicações, incluindo investimentos no desenvolvimento de recursos humanos e a ampliação da utilização do e-governo.

Na classificação por continente, a Europa continua na liderança seguida pelas Américas, Ásia, Oceania e África. A França liderou o ranking na Europa, e ficou em quarto lugar. Os Estados Unidos lideraram os países nas Américas, e ficaram na sétima colocação no ranking geral. A Tunísia foi a mais bem colocada entre os países da África, alcançando a posição 75 º no ranking geral.

Para melhorar o governo eletrônico, a pesquisa sugere que os países estabeleçam uma visão nacional clara. A aplicação de políticas adequadas e maiores investimentos em infraestrutura de telecomunicações, capital humano e prestação de serviços on-line.

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