Conselho Federal de Medicina promove desinformação e boicote ao “Mais Médicos”


CFM e o Panfleto Político contra o “Mais Médicos”

Panfleto político promovido pelo CFM promove desinformação e boicote ao programa “Mais Médicos”

Uma navegante do Facebook enviou para a nossa página uma denúncia sobre um panfleto político distribuído pelo Conselho Federal de Medicina. A Navegante, que chamaremos aqui de “Yara”, diz ‘- fui à consulta em um médico que atende pela Unimed e também particular (ou seja, não atende pelo SUS, então não sei porque o Mais Médicos poderia lhe incomodar). Além disso, ele é cirurgião plástico, especialidade bem diversa daquelas do programa.’ O consuntório é localizado em Rio Claro, interior de São Paulo.

Ao chegar no consultório Yara encontrou uma pilha de aproximadamente 8 centímetros de altura com os Panfletos políticos sobre o balcão da recepção da Clínica, junto de outras propagandas.Mas nada lhe foi dito tanto pelos funcionários da recepção, quanto pelo próprio médico. A aposentada Yara se diz surpresa, pois conhece o médico de longa data e não imaginava que o mesmo compartilhava desse tipo de opinião.

Entre as desinformações contidas no Panfleto que também está hospedado no Site do CFM como podem conferir nesse link: http://portal.cfm.org.br/images/PDF/verdadesobreomaismedicos.pdf , a considerada mais grave é a afirmação que o Governo Federal não fala nem em investimentos nem em verbas para o SUS e que também na verdade o Programa não iria atender nem no interior e nem nas periferias. Os médicos do CFM ainda tentar induzir a população a ligar para Deputados e Senadores com um texto pronto e ensaiado por um grupo elitista que parece estar bem pouco ou quase nada preocupado com o bem estar da População mais carente, que necessita de mais Médicos com urgência.

Toda essa desinformação obviamente tem caráter político e corporativista, pois na verdade o programa “Mais Médicos” faz parte de um conjunto de melhorias no atendimento aos usuários do SUS, que prevê investimentos em Hospitais, Unidades de Saúde, infra-estrutura e médicos para regiões que não existem médicos atendendo a população. O portal saúde diz que as Vagas do Programa “Mais Médicos” são oferecidas prioritariamente a médicos brasileiros, interessados em atuar nas regiões onde faltam profissionais. No caso do não preenchimento de todas as vagas, o Brasil aceitará candidaturas de estrangeiros, com a intenção de resolver esse problema, que é emergencial para o país.  Os municípios não podem esperar seis, sete ou oito anos para que recebam médicos para atender a população brasileira.

Veja abaixo o panfleto repugnante promovido pelo Conselho Federal de Medicina

Boicote mais medicos

Boicote mais medicos 2Se quer mesmo saber a verdade sobre o mais médicos leia o texto abaixo extraído do site do Programa.

Hoje, o Brasil possui 1,8 médicos por mil habitantes. Esse índice é menor do que em outros países, como a Argentina (3,2), Uruguai (3,7), Portugal (3,9) e Espanha (4). Além da carência dos profissionais, o Brasil sofre com uma distribuição desigual de médicos nas regiões – 22 estados possuem número de médicos abaixo da média nacional. (Confira o Diagnóstico da Saúde no Brasil)

Como não se faz saúde apenas com profissionais, o Ministério está investindo R$ 15 bilhões até 2014 em infraestrutura dos hospitais e unidades de saúde. Desses, R$ 2,8 bilhões foram destinados a obras em 16 mil Unidades Básicas de Saúde e para a compra de equipamentos para 5 mil unidades; R$ 3,2 bilhões para obras em 818 hospitais e aquisição de equipamentos para 2,5 mil hospitais; além de R$ 1,4 bilhão para obras em 877 Unidades de Pronto Atendimento.

Além disso, estão previstos ainda investimentos pelos ministérios da Saúde e da Educação. Os recursos novos compreendem R$ 5,5 bilhões para construção de 6 mil UBS e reforma e ampliação de 11,8 mil unidades e para a construção de 225 UPAs e R$ 2 bilhões em 14 hospitais universitários.

Mais formação em Medicina

A criação de um programa para levar médicos para regiões carentes é apenas uma vertente de uma série de medidas estruturantes para aprimorar a formação médica e diminuir a carência de profissionais médicos no país.

Uma mudança na formação dos estudantes de Medicina vai aproximar ainda mais os novos médicos à realidade de saúde do país. A partir de 1º janeiro de 2015, os alunos que ingressarem na graduação deverão atuar por um período de dois anos em unidades básicas e na urgência e emergência do SUS.

O chamado “2º ciclo de Medicina” vai permitir ao estudante trabalhar em contato direto com a população. O modelo brasileiro será inspirado ao que já acontece em países como Inglaterra e Suécia, onde os alunos precisam passar por um período de treinamento em serviço, com um registro provisório, para depois exercer a profissão com o registro definitivo. A medida valerá para os alunos da rede pública e privada e não dispensa o estágio obrigatório, em regime de internato, que continuará sendo desenvolvido no 1º ciclo com carga horária total de 7.200 horas.

As instituições de ensino terão de oferecer acompanhamento e supervisão na atuação do aluno. Como haverá recursos federais para garantir a supervisão, os estudantes de escolas particulares deverão isentos do pagamento de mensalidade. O estudante só receberá o diploma de médico após terminar os dois anos do 2º ciclo. Os profissionais receberão uma bolsa, paga pelo Ministério da Saúde, e um CRM provisório para trabalhar nas atividades de atenção básica, que depois poderá ser aproveitado para abater uma etapa das residências.

Cursos de Medicina

Em parceria com o Ministério da Educação, serão abertas 11,5 mil vagas nos cursos de medicina no país até 2017 e 12 mil vagas para formação de especialistas até 2020. Desse total, 2.415 novas vagas de graduação já foram criadas e serão implantadas até o fim de 2014 com foco nas áreas que mais precisam de profissionais e que possuem a estrutura adequada para a formação médica.

Outra medida importante do Programa “Mais Médicos” é a mudança na lógica de abertura dos cursos de medicina de universidades privadas. Até hoje, essas instituições apresentavam um projeto para o Ministério da Educação e, se aprovado, o curso era aberto. A mudança é que agora o Governo Federal faz um chamamento público com foco nas regiões prioritárias do SUS e, em resposta, as universidades apresentam propostas. Se aprovadas pelo MEC, os cursos de medicina podem ser abertos.

Também é requisito para abertura de um novo curso a existência de pelo menos três Programas de Residência Médica em especialidades consideradas prioritárias no SUS – Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia/Obstetrícia, Pediatria, e Medicina de Família e Comunidade. Com essa medida, a expectativa é formar mais especialistas nessas localidades, minimizando a dificuldade na contratação de especialistas.

Serão avaliadas, ainda , a proporção de vaga em cursos de medicina por habitante e a distância em relação ao município com curso de medicina mais próximo.

 

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4 comentários sobre “Conselho Federal de Medicina promove desinformação e boicote ao “Mais Médicos”

  1. Sabe do que dou risada? não vejo o governo federal fazendo um programa, mais professores, ou mais policiais….

    O governo lançou o programa “mais médicos”, porque é uma das poucas categorias que o governo não consegue chantagear, ja o professor ou o policial, dependem do sistema, unicamente por isso o governo federal fez isso, ou você ve a Dilma falando na TV que vai contratar mais professores para as zonas mais distantes do pais??

    chega a ser uma comédia, o CFM fez isso tarde demais, deveria ter comprado a briga a muito mais tempo.

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    • concordo com o cezar!
      Aliás os médicos são a leite que o PT falava.Eles não podem fazer o que fazem com as outra categorias.
      Aprovo o manifesto mas chegou depois da hora .
      Até para protestar o brasileiro deixa pra ultima hora, nesse caso passou da hora.

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  2. Realmente, Como Vc Mesmo Diz No Topo Do Seu Blog, Alguem Tem Que Fazer O Trabalho Sujo!
    Esse Panfleto Feito Pelo CFM Não Existe. Continuem Com Essa Sujeira Petistas, Em Outubro O Povo Será ouvido!
    Diga-se De Passagem O Mais Médicos Merece Tais Críticas.

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