A seca de São Paulo


Seca de São Paulo. Alckmin pede para usar água do Paraíba do Sul no Cantareira

Pedido foi feito em reunião com a presidente Dilma Rousseff.
Como o Paraíba é rio interestadual, autorização depende da ANA.

Direto do G1

Seca de Sao Paulo

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pediu durante encontro com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, para utilizar a água do Rio Paraíba do Sul, que é um rio interestadual. A água do Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro, seria despejada no Sistema Cantareira, que está em estado crítico devido à escassez das chuvas. A medida depende da autorização Agência Nacional de Águas (ANA), como informou o Bom Dia Brasil, nesta quarta-feira (19).

O volume de água acumulado dos reservatórios do Sistema Cantareira caiu abaixo dos 15% e chegou a 14,7% na quarta-feira (19). O nível diminuiu mesmo com chuva de 17,5 mm registrada na região na segunda-feira (17).

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou nesta segunda que a água do fundo dos reservatórios do Sistema poderá abastecer a Grande São Paulo por quatro meses. O chamado “volume morto” deve começar a ser usado entre julho e agosto, de acordo com a companhia.

As obras emergenciais da Sabesp para retirar a água do volume morto começaram nesta segunda em Nazaré Paulista e Joanópolis. Caminhões, tratores e retroescavadeiras já preparam a área para instalar as bombas que vão retirar água do fundo dos reservatórios nas duas cidades.

A obra está orçada em R$ 80 milhões e vai tornar útil uma reserva de 300 bilhões de litros de água que fica abaixo do nível das comportas.

Ele nunca foi utilizado porque as bombas não captam nessa profundidade. Para retirar essa água, a Sabesp está construindo uma tubulação de três quilômetros e meio. E nela vai instalar 17 bombas flutuantes.

A ideia da Sabesp é utilizar 200 dos 300 bilhões de litros do volume morto para garantir o abastecimento de quem recebe água do sistema Cantareira. O diretor da Sabesp admite que a captação do volume morto ajuda a diminuir a crise do abastecimento no curto prazo. O sistema pode levar muito tempo para se recuperar.

“É uma represa enorme, nossa experiência de 2003, 2004, nós levamos dois anos pra recuperar o nível dos reservatórios”, afirmou Paulo Massaro, diretor metropolitano da Sabesp. A empresa garante que essa água é de boa qualidade. A companhia também estuda aumentar a captação de água dos reservatórios Guarapiranga e Alto Tietê para o Cantareira.

Segundo cálculo feito pelo professor especialista em recursos hídricos da Universidade de São Paulo (USP), Rubem Porto, com um índice de armazenamento de 15%, e sem chuva, a água da Cantareira vai durar até setembro. Com a utilização do volume morto, o abastecimento da região metropolitana ganha um respiro. Vai durar até fevereiro do ano que vem.

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