Cidadão é preso por fiscalizar a saúde


Cuidado! Você pode ser preso por exigir os seus direitos

Pai é detido pela PM por fiscalizar a UPA de Madureira

Do Blog Emerência do Globo online – Enviado por Daniel Brunet

Madureira

O economista e oficial de Marinha Mercante Bruno Augusto, de 39 anos, que desde outubro de 2013 fiscaliza por conta própria o funcionamento da UPA de Madureira, foi detido pela PM na manhã de hoje. O seu ‘crime’ foi questionar a ausência de pediatra em mais um plantão. O caso está na 29ª DP (Madureira).

Em setembro de 2013, um dos filhos dele teve atendimento negado na UPA. É que não havia pediatra. A partir daí, ele passou a fiscalizar a UPA do bairro.

– Não faço isso por mim. Eu posso levar meu filho em hospital particular. Mas e as pessoas que não podem fazer isso? O que acontece com elas?

escala

A escala do plantão diurno de hoje (das 7h às 19h), veja na foto, tem os nomes de duas pediatras. Mas, repare: a dra. Valmy está de “licença médica” e a Dra. Adriana “pediu demissão”. Ou seja: só tem pediatra no papel.

Nos últimos cinco dias, inclusive no final de semana, Bruno foi à UPA duas vezes por dia para checar as escalas diurna e noturna. No final de semana, os funcionários da UPA de Madureira, que são contratados e treinados pelo Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), que administra a unidade, chamaram a Polícia Militar para prender Bruno. Foi a terceira ameaça de prisão que ele recebeu. Mas nada aconteceu.

Bruno preso em Madureira

Aliás, no sábado passado, Bruno Augusto levou uma pacote de copos plásticos para a UPA. Pois não havia na unidade. Mas foi em vão. Também não havia água no bebedouro. No domingo, ele fez a foto deste casal com uma criança no colo saindo da UPA de Madureira. Pai e mãe tentavam atendimento para o bebê, mas não tinha pediatra no turno da manhã. O casal teve que procurar outra unidade.

O caso é curioso, já que o Iabas e a Secretaria municipal de Saúde do Rio costumam dizer que na ausência de um pediatra, um clínico geral de plantão faz o atendimento da criança. Porém, não é o que acontece na prática. Os funcionários, geralmente, pedem que os pais procurem outra unidade de saúde e não prestam nenhum atendimento médico.

Hoje, a PM foi mais uma vez acionada, e Bruno Augusto, levado para 29ª (Madureira). Neste momento, 12h57m, ele ainda está prestando depoimento.

O Iabas foi procurado, mas ainda não se pronunciou sobre o caso.

Clique aqui e leia a matéria completa mais os comentários no Blog Emergência do Globo Online

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