O caso da Sorveteria Diletto um ano depois


Sorveteria Diletto e os fundos Innova

O que aconteceu um ano após o investimento suspeito de R$ 100.000.000,00?

Sorveteria Diletto 2

R$ 100.000.000,00 é zero para caramba, mas a quantia é essa ou até mais. A exatamente um ano a Sorveteria Diletto que pertencia até então a Leandro Scabin, a Fábio Pinheiro, ex-sócio do banco Pactual, e ao publicitário Fábio Meneghini, da W/McCann, recebeu um investimento de mais de R$ 100 milhões do Fundo Innova, que pertence ao maior milionário do Brasil, Jorge Paulo Lemann e Verônica Serra, filha de José Serra do PSDB. O tamanho do investimento causou suspeitas no mercado. “Todo o dinheiro pago será reinvestido na empresa”, disse Scabin à Forbes. “Nós não vamos embolsar nada”, disse ele à publicação especializada em negócios, interessada em saber quais eram os planos financeiras após levantar uma bolada milionária”.

Um ano depois, uma matéria do site Brasil 247 ainda diz que: No início do ano passado, a transação surpreendeu o mercad. O fundo Innova, gerido por Verônica Serra, filha do ex-presidenciável tucano José Serra, investiu R$ 100 milhões para ter 20% de uma pequena fábrica de sorvetes de Cotia (SP), a Diletto; a promessa era ganhar o mundo e transformá-la na nova Haagen-Dazs; de lá pra cá, absolutamente nada aconteceu, como atesta o site da própria empresa, deixando no ar algumas perguntas intrigantes: de onde realmente veio o dinheiro para um investimento tão sem sentido e o que foi feito com os recursos trazidos de paraísos fiscais para o Brasil?

Sorveteria Diletto

247 – Um ano atrás, o fundo de investimentos Innova, gerido por Verônica Serra, filha do ex-governador e ex-presidenciável tucano José Serra, anunciou um dos investimentos mais estranhos da história do capitalismo brasileiro. O fundo decidira aportar R$ 100 milhões para adquirir 20% de uma pequena fábrica de sorvetes em Cotia (SP), chamada Diletto (relembre aqui).

À época, foi montada uma pesada operação de marketing para dar ar de normalidade à transação. Entre as peças promocionais, houve até uma capa da Forbes Brasil, sobre os planos do empreendedor Leandro Scabin, que fundara a Diletto. Dizia-se, à época, que os recursos do fundo Innova estariam sendo aportados pelos empresários Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, da Ambev, e que a pequena sorveteria seria transformada na nova Haagen-Dazs.

No entanto, no mercado, sempre houve a suspeita de que os recursos geridos por Verônica Serra pertenciam à própria família – e não ao trio de bilionários da Ambev, que não costumam rasgar dinheiro aportando R$ 100 milhões numa sorveteria.

De lá pra cá, o que realmente aconteceu? Uma visita ao site da Diletto é esclarecedora. No campo “Diletto na mídia” (confira aqui), descobre-se que nada de importante sucedeu na história da empresa depois do aporte de R$ 100 milhões. Depois da entrada do Innova, a empresa conseguiu emplacar uma nota no Valor Econômico, sobre um picolé especial de dia das mães (leia aqui) e uma pequena reportagem na Gazeta do Povo sobre sorvetes (leia aqui).

Muito pouco para quem levou uma bolada tão grande. O que deixa no ar algumas questões: (1) de onde realmente veio o dinheiro do aporte na Diletto? (2) o que foi feito com esses recursos?

Clique aqui para ler a matéria completa no Brasil 247

Vejam no Print do O Globo. Na época, eles acharam comum e não fizeram nenhum tipo de contestação, nem mencionaram a filha de José Serra no negócio.

O globo Diletto

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2 comentários sobre “O caso da Sorveteria Diletto um ano depois

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